terça-feira, 3 de maio de 2022
Quando a política vira corrupção?
Não é quando sai nas manchetes dos jornais e vira um escândalo nacional. Não é quando se enche a cueca de dinheiro de propina do fornecedor.
A política vira corrupção quando o companheiro com calos nas mãos flerta com o oportunista que nunca pegou no pesado e o conivente que para se dar bem na vida é mais importante que o coletivo e não precisa de esforço intelectual, mas acordos fáceis.
Colocar o poder de liderar massas em benefício próprio é a essência da politicagem.
Populismo e manipulação é promoção a opressão e ao fascismo,
A burguesia não tem um objetivo coletivo além da posse, apropriação e controle.
A política vira corrupção quando um negro se converge a esse discurso.
Quando mulheres, após 84 anos de conquista pelo voto, mantêm subserviência ao discurso patriarcal. A política vira corrupção quando décadas de luta são barganhadas, quando lgbtqis+ abem mão do seu protagonismo em troca de promessas de inclusão de quem sequestra causas e não agrega a luta.
Quando você acha que a sua luta coletiva está lhe devendo algo pessoal e usa a instituição e causa para se beneficiar financeiramente tornando para si o quê nunca lhe pertenceu virou corrupção.
Beba a pinga ou a Stolichnaya, não há problemas se o dinheiro é fruto do seu trabalho e não de uma construção coletiva.
A ascensão política não é um prêmio de loteria onde você põe a mão nos recursos e vai realizar seus desejos mais obscuros. Cargos e postos não são carreiras conquistadas por um esforço unilateral e fazem parte de uma estrutura de funcionamento institucional e público, não é um brinde de uma caixa de fastfood.
A estrutura política intrínseca ou extrínseca pode e deve ser a oportunidade de crescimento econômico e social desde que de recursos lícitos.
Não pode se tornar ferramenta de opressão, domínio e manipulação de poder de grupelho com roupagem de correntes.
As correntes são a garantia da democracia e são ferramentas de debate, mudança e construção, de opressão e corrupção.
Pensar diferente não lhe dá propriedade de controle. Quer controle unificado busque o fascismo, o extremismo e a Direita ela se adequa melhor nesse seu reflexo de pensamento.
Se não há segurança política em se posicionar e se submeter a algo ou alguém, para que sua voz seja ouvida, mas suas ideias ignoradas, não é política.
Onde um lgbtqia+ acorberta um homofóbico que usa a causa, uma mulher compactua com machismo preterindo.a causa e mulher vitima e um negro se omite diante do racismo e o proletario se subserventia a burguesia esquerda, isso deixa de ser política e se torna controle.
As práticas governamentais de direita são fomentar a luta de classes e conflito de causas.
Quando as classes lutam entre si, esquecem a opressão para oprimir.
Agem assim não intencionalmente, os que estão na base são oprimidos, opressão gera opressão.
Os que estão no topo subjugando conscientemente os que estão pressionando os opressores, sabem o que fazem e o objetivo não é o coletivo.
Identidade social, genealógica,política e econômica, sejam quais os meios que usem para sequestrar direitos coletivos e imputar poder exclusivistas na cadeia de comando, o objetivo é estender os braços e ampliar o o controle intrapartidária de devoção e favores.
O governo não é propriedade de quem está no poder, é gestão de quem é eleito para trabalhar em prol do coletivo.
O discurso de ajuda e benefício é um factoide de quem quer manter o controle em prol de um grupo específico para usar o poder como ferramenta de manipulação de interesses próprios.
Nada que é feito através de uma estrutura é ajuda ou caridade senão é feito por meios próprios particulares. O uso da máquina pública, institucional e intrapartidária de forma não igualitária não é condizente com a social democracia.
Somente com o revezamento de poder se percebe as falhas, os atrasos, os avanços e os acertos. Cabe a cada um se desprender do complexo de vira-lata, analisar o que se constrói e o que se destrói e quem e quantos se beneficiam. Não se pode externar o discurso de mudança mantendo internamente um conservadorismo dentro de uma caixa travestido de pseudoesquerdismo com práticas opressora de direita. Alianças de novos campos são necessários para o crescimento e correção, mas não pode se tornar objeto de alienação abandonando a organicidade. É necessário que a essência dê um conceito político Não se perca com o discurso de renovação. Renovação não é retrocesso e muito menos subserviência, egoísmo e politicagem.
Seletivismo, protecionismo, e o uso de dois pesos e duas medidas para situações interessa somente aqueles que estão interessados única e exclusivamente em seus projetos pessoais e imputam a ideia e se auto proclamam os donos do jogo e do poder. Não a mais apto nem menos capaz dentro de uma estrutura coletiva. O debate e o pensamento é livre e alcance de todos. É necessário que cada um reflita e analise a sua volta O que corrói os os objetivos. A luta de Lula por Justiça, seu sacrifício de reclusão é em vão enquanto houver dentro da esquerda personas como as que foram responsáveis por ele ter sido injustiçado. Essa é a real mea culpa do PT, assumir que muitos intrapartidariamente responsáveis por tudo que ele passou e continuaram a ser por tudo que outros ainda passaram em maior ou menor dimensão. Não existe crime pequeno, não existe erro menor. O que existe são pessoas abaixo da mediocridade que pensam ser grandes demais e intocáveis, por serem capazes de usar de todo e qualquer artifício para tentar oprimir o outro e se proteger, se colocando em posição de impune por ter cúmplices que as acobertam.
O grande problema do PT não são os adversários políticos, somos sujeitos ocultos e não ocultos que usam a imagem e o discurso do partido de forma distorcida tentando implodir ideologias e conceitos reais da social-democracia por não terem nenhum conceito construtivo que agregue valor.
É muito deprimente e incoerente assistirmos grandes potenciais de lideranças e de lutas se curvando a esse discurso. É estarrecedor presenciarmos pessoas que ascenderam dentro desta luta e passaram por situações internas de tal dimensão, não fazerem nada, para combater, denunciar e ainda abrirem a boca e dizerem: aguente firme você é a cara do partido. Ninguém com o mínimo de ética, moral e senso de justiça quer ter a cara do partido que essa gente vende. Quem vende uma ideia errada, se vende e vende qualquer coisa que de alguma forma o benefício.
Está na hora de tomar vergonha ou continuar a passar vergonha através daqueles que não estiverem dispostos a subserviência voluntária.
Este discurso medíocre de alinhamento cego com líder é um comportamento de gado bolsonarismo. Nenhum líder negligencia seus aliados ou delega eles posição de inferioridade. Um verdadeiro líder inspira, constrói oportunidade e estimula o surgimento de outros líderes. Não conheço histórias em que se conte que Luiz Inácio Lula da Silva era um opressor de aliados, mas conheço muitas histórias de aliados que foram oprimidos e traídos por Bolsonaro que se apresenta como líder.
Quem anda em cima do muro não lidera, permeia com a politicagem.
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